Santa Catarina inicia migração para o CAR Digital e sistema fica indisponível até 25 de abril

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae) iniciou a implementação do novo Cadastro Ambiental Rural Digital (SICAR 2.0) em Santa Catarina. Com a transição para a nova plataforma, o sistema atual ficará indisponível até o dia 25 de abril, período em que não será possível realizar novos cadastros, retificações ou consultas completas.

A suspensão temporária exige planejamento de técnicos, consultores e proprietários rurais que utilizam o sistema. Segundo a Semae, a atualização busca modernizar a plataforma, melhorar o desempenho e ampliar a integração com bases de dados nacionais, oferecendo mais estabilidade, eficiência e novas funcionalidades.

Com a adoção do SICAR 2.0, todos os processos passarão a ser totalmente digitais. Requerimentos, declarações e cadastros que antes dependiam de análise manual serão automatizados, garantindo mais agilidade, transparência e padronização. A expectativa é reduzir retrabalho, minimizar inconsistências e acelerar significativamente o tempo de análise.

De acordo com a secretaria, o novo modelo corrige problemas comuns do sistema anterior, como dados incompletos, erros técnicos e falhas na delimitação de áreas protegidas, que frequentemente geravam notificações e atrasos. Agora, o sistema atuará de forma preventiva, com validações automáticas desde o envio das informações, além de permitir o acompanhamento online pelos proprietários.

Resultados iniciais do projeto piloto indicam que cerca de 70% dos cadastros poderão ser concluídos diretamente no novo sistema. A expectativa é reduzir em até 90% o tempo de análise. Para viabilizar a mudança, foram investidos aproximadamente R$ 14 milhões em estrutura técnica, pessoal e desenvolvimento da plataforma.

O Cadastro Ambiental Rural é um instrumento essencial para a regularização ambiental de imóveis rurais. Além de garantir segurança jurídica ao proprietário, o CAR possibilita acesso a crédito agrícola e incentivos para práticas sustentáveis, como recuperação de áreas degradadas e manejo florestal. Atualmente, Santa Catarina possui mais de 425 mil cadastros ativos.